segunda-feira, outubro 30, 2006

ONIL




Encontrei um amigo virtual.
De onde ele é?
Ah, isso não importa!
A aparência também não.
Não importa que ele não seja um óptimo escritor.
E também não precisa saber tudo sobre computadores.
Meu amigo virtual só precisa ter um coração real.
Não pode se esquecer de me mandar um montão de e-mails...
Nem esquecer de responder aos e-mails que eu vou mandar...
Tem que se lembrar de mandar uma página
de mensagem eletrônica nos momentos difíceis...
E também nos momentos alegres!
Meu amigo virtual não pode esquecer que eu sou gente real e que tenho um grande coração real.
Tudo isto é para ti !

Que nada.... Grito

Munch (ideia da Yashmeen, obrigada)


"Que nada nos limite
Que nada nos defina
Que nada nos sujeite
Que a liberdade seja
a nossa própria substancia."

Simone Beauvoir

sexta-feira, outubro 27, 2006

quarta-feira, outubro 25, 2006

terça-feira, outubro 24, 2006

Carta aberta

Divulgação obrigatória nos termos do DL 01/501 do Sec. V(a/c) (Decreto de Péricles).
Se concorda com o teor desta carta, divulgue-a. Faça a sua parte!!!


CARTA ABERTA AO ENGENHEIRO
JOSÉ SÓCRATES

Esta é a terceira carta que lhe dirijo. As duas primeiras motivadas por um convite que formulou mas não honrou, ficaram descortesmente sem resposta. A forma escolhida para a presente é obviamente retórica e assenta NUM DIREITO QUE O SENHOR AINDA NÃO ELIMINOU: o de manifestar publicamente indignação perante a mentira e as opções injustas e erradas da governação.
Por acção e omissão, o Senhor deu uma boa achega à ideia, que ultimamente ganhou forma na sociedade portuguesa, segundo a qual os funcionários públicos seriam os responsáveis primeiros pelo descalabro das contas do Estado e pelos malefícios da nossa economia. Sendo a administração pública a própria imagem do Estado junto do cidadão comum, é quase masoquista o seu comportamento.
Desminta, se puder, o que passo a afirmar:

1.º Do Statics in Focus n.º 41/2004, produzido pelo departamento oficial de estatísticas da União Europeia, retira-se que a despesa portuguesa com os salários e benefícios sociais dos funcionários públicos é inferior à mesma despesa média dos restantes países da Zona Euro.

2.º Outra publicação da Comissão Europeia, L´Emploi en Europe 2003, permite comparar a percentagem dos empregados do Estado em relação à totalidade dos empregados de cada país da Europa dos 12. E o que vemos? Que em média nessa Europa 25,6 por cento dos empregados são empregados do Estado, enquanto em Portugal essa percentagem é de apenas 18 por cento. Ou seja, a mais baixa dos 12 países, com excepção da Espanha.
As ricas Dinamarca e Suécia têm quase o dobro, respectivamente 32 e 32,6 por cento. Se fosse directa a relação entre o peso da administração pública e o défice, como estaria o défice destes dois países?

3º. Um dos slogans mais usados é do peso das despesas da saúde. A insuspeita OCDE diz que na Europa dos 15 o gasto médio por habitante é de 1458. Em Portugal esse gasto é . 758. Todos os restantes países, com excepção da Grécia, gastam mais que nós. A França 2730, a Austria 2139, a Irlanda 1688, a Finlândia 1539, a Dinamarca 1799, etc.

Com o anterior não pretendo dizer que a administração pública é um poço de virtudes. Não é. Presta serviços que não justificam o dinheiro que consome. Particularmente na saúde, na educação e na justiça. É um santuário de burocracia, de ineficiência e de ineficácia. Mas infelizmente os mesmos paradigmas são transferíveis para o sector privado. Donde a questão não reside no maniqueísmo em que o Senhor e o seu ministro das Finanças caíram, lançando um perigoso anátema sobre o funcionalismo público.
A questão reside em corrigir o que está mal, seja público, seja privado. A questão reside em fazer escolhas acertadas. O Senhor optou pelas piores . De entre muitas razões que o espaço não permite, deixe-me que lhe aponte duas:

1.º Sobre o sistema de reformas dos funcionários públicos têm-se dito barbaridades . Como é sabido, a taxa social sobre os salários cifra-se em 34,75 por cento (11 por cento pagos pelo trabalhador, 23,75 por cento pagos pelo patrão ).
OS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS PAGAM OS SEUS 11 POR CENTO! .
Mas O SEU PATRÃO ESTADO NÃO ENTREGA MENSALMENTE À CAIXA GERAL DE APOSENTAÇÕES, COMO LHE COMPETIA E EXIGE AOS DEMAIS EMPREGADORES, os seus 23,75 por cento. E é assim que as "transferências" orçamentais assumem perante a opinião pública não esclarecida o odioso de serem formas de sugar os dinheiros públicos.

Por outro lado, todos os funcionários públicos que entraram ao serviço em Setembro de 1993 já verão a sua reforma ser calculada segundo os critérios aplicados aos restantes portugueses. Estamos a falar de quase metade dos activos. E o sistema estabilizará nessa base em pouco mais de uma década.
Mas o seu pior erro, Senhor Engenheiro, foi ter escolhido para artífice das iniquidades que subjazem á sua política o ministro Campos e Cunha, que não teve pruridos políticos, morais ou éticos por acumular aos seus 7.000 Euros de salário, os 8.000 de uma reforma conseguida aos 49 anos de idade e com 6 anos de serviço. E com a agravante de a obscena decisão legal que a suporta ter origem numa proposta de um colégio de que o próprio fazia parte.

2.º Quando escolheu aumentar os impostos, viu o défice e ignorou a economia. Foi ao arrepio do que se passa na Europa. A Finlândia dos seus encantos, baixou-os em 4 pontos percentuais, a Suécia em 3,3 e a Alemanha em 3,2.

3º Por outro lado, fala em austeridade de cátedra, e é apologista juntamente com o presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, da implosão de uma torre ( Prédio Coutinho ) onde vivem mais de 300 pessoas. Quanto vão custar essas indemnizações, mais a indemnização milionária que pede o arquitecto que a construiu, além do derrube em si?

Por que não defende V. Exa a mesma implosão de uma outra torre, na Covilhã ( ver ' Correio da Manhã ' de 17/10/2005 ) , em tempos defendida pela Câmara, e que agora já não vai abaixo? Será porque o autor do projecto é o Arquitecto Fernando Pinto de Sousa, por acaso pai do Senhor Engenheiro, Primeiro Ministro deste país?

Por que não optou por cobrar os 3,2 mil milhões de Euros que as empresas privadas devem à Segurança Social ?

Por que não pôs em prática um plano para fazer a execução das dívidas fiscais pendentes nos tribunais Tributários e que somam 20 mil milhões de Euros ?

Por que não actuou do lado dos benefícios fiscais que em 2004 significaram 1.000 milhões de Euros ?

Por que não modificou o quadro legal que permite aos bancos , que duplicaram lucros em época recessiva, pagar apenas 13 por cento de impostos ?

Por que não renovou a famigerada Reserva Fiscal de Investimento que permitiu à PT não pagar impostos pelos prejuízos que teve no Brasil, o que, por junto, representará cerca de 6.500 milhões de Euros de receita perdida ?

A Verdade e a Coragem foram atributos que Vossa Excelência invocou para se diferenciar dos seus opositores.

QUANDO SUBIU OS IMPOSTOS, QUE PERANTE MILHÕES DE PORTUGUESES GARANTIU QUE NÃO SUBIRIA ,
FICÁMOS TODOS ESCLARECIDOS SOBRE A SUA VERDADE.

QUANDO ELEGEU OS DESEMPREGADOS , OS REFORMADOS E OS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS COMO PRINCIPAIS INSTRUMENTOS DE COMBATE AO DÉFICE,
PERCEBEMOS DE QUE TEOR É A SUA CORAGEM.

Santana Castilho (Professor Ensino Superior)

(Recebi por mail e decidi partilhar)

sexta-feira, outubro 20, 2006

Para pensar... e não para criar atritos




"...O rei de Portugal D. José I tinha ordenado que todo o português que tivesse sangue judeu deveria usar um chapéu amarelo. Alguns dias, mais tarde, o marquês de Pombal apresentou-se na corte com três desses chapéus debaixo do braço. O rei, surpreendido, perguntou-lhe: “O que quereis fazer com tudo isso?” Pombal respondeu que queria obedecer às ordens do rei. “Mas - disse o rei - porque tendes três chapéus? “ “Tenho um para mim - respondeu o marquês - outro para o grande inquisidor e um para o caso de Vossa Majestade desejar cobrir-se”
Cecil Roth, A history of The Marranos.

quinta-feira, outubro 19, 2006

Sementes de vida

(Miró)

"Mais importante do que a obra de arte propriamente dita é o que ela vai gerar. A arte pode morrer; um quadro desaparecer. O que conta é a semente"
Joan Miró

quarta-feira, outubro 18, 2006

Sexo

“Tentar converter o sexo em coisa banal, como se faz hoje em dia, é não perceber o encanto do percurso do amor.“ – Jorge Bucay

segunda-feira, outubro 16, 2006

Ondas de Amor




Ondas que descansam
no seu gesto nupcial
abrem-se caem
amorosamente sobre os próprios lábios
e a areia
ancas verdes violetas na violência viva
rumor do ilimite na gravidez da água
sussurros gritos minerais inércia magnífica
volúpia de agonia movimentos de amor
morte em cada onda sublevação inaugural
abre-se o corpo que ama na consciência nua
e o corpo é o instante nunca mais e sempre
ó seios e nuvens que na areia se despenham
ó vento anterior ao vento ó cabeças espumosas
ó silêncio sobre o estrépito de amorosas explosões
ó eternidade do mar ensimesmado unânime
em amor e desamor de anónimos amplexos
múltiplo e uno nas suas baixelas cintilantes
ó mar ó presença ondulada do infinito
ó retorno incessante da paixão frigidíssima
ó violenta indolência sempre longínqua sempre ausente
ó catedral profunda que desmoronando-se permanece!

António Ramos Rosa

sexta-feira, outubro 13, 2006

Bom Fim de Semana




À beira de um precipício só há uma maneira de andar para a frente: é dar um passo atrás.
(M. de Montaigne)

Para descontrair

Uma professora pergunta aos seus alunos:
Se estiverem cinco passarinhos num ramo de uma árvore e tu atiras
num deles. Quantos ficam?
Nenhum! - Responde o Joãozinho - Todos fogem com o barulho do tiro.
A professora fica surpresa com a resposta:
Não era essa a resposta que eu esperava, mas gostei do teu modo de
pensar!
Posso fazer uma pergunta senhora professora? - Pergunta o menino.
Podes, Joãozinho.
Três mulheres estão sentadas num banco a comer gelados.
Uma esta a lamber, outra está a chupar e a terceira esta a mordiscar.
Qual delas é a casada?
A professora fica vermelha, mas responde, timidamente:
A que esta a chupar...
Não! A casada é a que tem aliança no dedo, mas eu gostei do seu modo
de pensar...

Fernando Pessoa

(S. Martinho do Porto)


Olhando o mar, sonho sem ter de quê.
Nada no mar, salvo o ser mar, se vê.
Mas de se nada ver quanto a alma sonha!
De que me servem a verdade e a fé?
Ver claro! Quantos, que fatais erramos,
Em ruas ou em estradas ou sob ramos,
Temos esta certeza e sempre e em tudo
Sonhamos e sonhamos e sonhamos.
As árvores longínquas da floresta
Parecem, por longínquas, 'star em festa.
Quanto acontece porque se não vê!
Mas do que há pouco ou não há o mesmo resta.
Se tive amores? Já não sei se os tive.
Quem ontem fui já hoje em mim não vive.
Bebe, que tudo é líquido e embriaga,
E a vida morre enquanto o ser revive.
Colhes rosas? Que colhes, se hão-de ser
Motivos coloridos de morrer?
Mas colhe rosas. Porque não colhê-las
Se te agrada e tudo é deixar de o haver?

Fernando Pessoa

As quatro fases líquidas da vida

(Salvador Dali)




"Conhecer alguém aqui e ali que pensa e sente como nós, e que embora distante, está perto em espírito, eis o que faz da Terra um jardim habitado."

(Goethe)

quarta-feira, outubro 11, 2006

Pedido de auxilio

Retirei este texto do blog http://activestresss.blogs.sapo.pt/ , e podem confirmar a veracidade desta história tão triste e a evolução da mesma no blog http://www.caracoletras2.blogspot.com/

Soube de um caso que quero partilhar convosco.
Prometo não vos roubar muito tempo, mas é certo que preciso da v/ ajuda...
Conheço um casal de S. Cosme, Gondomar, a Carla e o Aureliano Barbosa cuja senhora estava grávida de gémeos. Há pouco mais de um mês, o Aureliano teve um AVC e ficou paralisado, não se sabendo ainda a certeza da sua sobrevivência, tendo de ficar internado nesta condição no Hospital.
A Carla foi também internada há uma semana para fazer a cesariana para que os bebés nascessem. Após o parto, que correu bem, a senhora pediu para a deixarem ir ver o marido e levantou-se da cama. Mal se levantou caiu no chão desmaiada e nunca mais acordou. Foi a enterrar ontem no cemitério perto da sua casa.
O Ricardo Jorge e o Pedro Filipe (é assim que se chamam) estão na Maternidade Júlio Dinis, ficaram de repente sem pai nem mãe e sem ninguém que cuide deles. Entretanto foi atribuída a guarda dos meninos a um irmão mais velho, filho do primeiro casamento do pai dos bebés, que os vai buscar hoje, dia 20/09/2006 à Maternidade.
Este filho, um jovem em início de vida com a esposa é também pai e tem também ele um menino de 20 meses. De repente a família cresceu de três para cinco e as condições da família não acompanharam nem de longe este crescimento.
Por este motivo, gostaríamos de contar com a v/ ajuda! Caso tenham roupa, carrinhos, camas e tudo o que já não precisarem de bebé para poder dar a este pai que tem um coração do tamanho do mundo mas um orçamento familiar que não é do mesmo tamanho!
Se conhecerem também alguma empresa que possa fornecer para os primeiros tempos o leite e fraldas, seria fantástico.
A recolha dos objectos está a ser feita por mim (isabel.novais@tvtel.pt ou isanovais@gmail.com) e pela Cristina Costa (cristina.costa@rigorcg.pt), pelo que qualquer coisa com que possam contribuir será de certeza muito, muito bom.
Obrigada a todos desde já e obrigada por terem doado já um pouco do v/ tempo a ler esta história, esta é já uma vitória para estes bebés gémeos!

Em Portugal...........

Deitar lixo para o chão é uma mania bem portuguesa, mas enfim.... sem comentários

terça-feira, outubro 10, 2006

Amizade



Amigo


Mal nos conhecemos

Inaugurámos a palavra «amigo».
«Amigo» é um sorriso

De boca em boca,

Um olhar bem limpo,

Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,

Um coração pronto a pulsar

Na nossa mão!
«Amigo» (recordam-se, vocês aí, Escrupulosos detritos?)

«Amigo» é o contrário de inimigo!

«Amigo» é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado,

É a verdade partilhada, praticada.
«Amigo» é a solidão derrotada!
«Amigo» é uma grande tarefa,

Um trabalho sem fim,

Um espaço útil, um tempo fértil,

«Amigo» vai ser, é já uma grande festa!


Alexandre O’Neill, in No Reino da Dinamarca

segunda-feira, outubro 09, 2006

Lágrima





É uma dor ingénua
Por muitos motivos
E várias consequências
É sentir que todas as coisas
Estão ao seu redor
Mas não consegue tê-las
É poder ir a qualquer lugar
Mas não ter forças
Para caminhar
É querer fugir
E não ter
Para onde ir
É ver que todos
Precisam de ajuda
E não poder socorrê-las
É poder enxergar
Que você mesmo precisa de ajuda
E não ter a quem procurar

Juliano Scoponi

Goor - A Crónica de Feaglar





Sinopse:
Durante uma época ensombrada pelo despontar de novos conflitos e intrigas, a bela e enigmática princesa Gar-Dena chega inesperadamente à corte do próspero reino Dhorian, no intuito de avisar o rei Feaglar para um terrível perigo latente que ameaça a liberdade e a própria sobrevivência de todos os Homens. Este será o ponto de partida para os acontecimentos relatados em Goor – A Crónica de Feaglar, que decorrem no período da Guerra dos Sete Reinos.Trata-se de uma fantástica aventura do rei e dos seus companheiros, que os levará aos limites das suas capacidades e aos confins do mundo conhecido, enfrentando inúmeros perigos e a herança de um nebuloso passado que foi propositadamente apagado da memória de todos os povos. O jovem e idealista rei, referido pelas antigas profecias como o Escolhido, terá de superar as suas próprias fraquezas e dúvidas, contrariar um destino sinistro e uma complexa teia de mentiras, urdida desde tempos imemoriais e em que ele próprio está envolvido.Em causa estará o próprio valor intrínseco do Homem e a sua determinação em sobreviver. Esta será uma jornada em que o futuro estará num indeciso limbo e em que tanto a vitória como a derrota podem acarretar um sacrifício demasiado doloroso para aqueles que aceitam o desafio que lhes é colocado.

Autor Pedro Ventura nasceu a 14 de Agosto de 1974, na cidade do Montijo. Em 1989, acompanhando a família, passa a residir nas Termas de S. Pedro do Sul, onde conclui os estudos secundários. Em 1996 vai viver para Viseu, cidade que escolha para fixar a sua residência. É aí que tira a licenciatura em Estudos Portugueses e Ingleses, na Universidade Católica Portuguesa.Desde cedo encontra na escrita uma paixão, primeiro na poesia e mais tarde na prosa, à qual se dedica a partir de 1996. Goor – A Crónica de Feaglar é o seu primeiro livro publicado. Nesta obra cria um mundo imaginário, onde as personagens lutam contra o seu destino. (retirado de http://www.cyberjornal.net/index.php?option=com_content&task=view&id=1510&Itemid=30 )

Este livro é do amigo Sá Morais do Blog Ideias Fixas2 http://ideiasfixas2.blogs.sapo.pt/ , pelo que já me foi dado a ler é bastante interessante. Parabéns Sá

terça-feira, outubro 03, 2006

Mistura



(Salvador Dali)

E POR VEZES


E por vezes as noites duram meses

E por vezes os meses oceanos

E por vezes os braços que apertamos nunca mais são os mesmos

E por vezes encontramos de nós em poucos meses o que a noite nos fez em muitos anos

E por vezes fingimos que lembramos

E por vezes lembramos que por vezes ao tomarmos o gosto aos oceanos

só o sarro das noites não dos meses lá no fundo dos copos encontramos


E por vezes sorrimos ou choramos

E por vezes por vezes ah por vezes num segundo se evolam tantos anos"

David Mourão Ferreira

segunda-feira, outubro 02, 2006

O que é isto?

Irritabilidade
Alterações do humor
Consumismo exagerado
Consumo de alcool
Perda de auto estima
Culpa excessiva
Perda de interesse
Perda total de apetite e uma forte queda no peso
Choro fácil (e por vezes uma enorme vontade sem ser capaz)
Morte sempre presente
"Vozes", "barulhos"
Ansiedade
Tristeza total
Pessimismo
Sentimento de culpa
Achar que todos falam mal
Movimentos repetitivos
Levantar da cama nem pensar
Inflação da importância das coisas